Finanças

Categoria para finanças (Ações, Opções, Mercado em Geral).

O Que São as Bandas de Bollinger

Um dos indicadores mais utilizados e até mesmo mais controverso são as Bandas de Bollinger.

Ouço muito se falar que a única função das Bandas de Bollinger é definir suportes e resistências para o ativo. Entretanto, entre a banda central (média móvel de 20 períodos) e as bandas superiores e inferiores (desvios padrão da média) estão contidas informações de muita importância para o analista verdadeiro.

Para Bollinger, muitas pessoas esperam que as Bandas de Bollinger sozinhas, ou talvez com o uso de indicadores, possam e devam proporcionar aconselhamento contínuo sobre o que fazer, só que  essa abordagem é bastante limitada e eventualmente levará a problemas.

Tenha em mente, que as bandas servem para ajudar a identificar a relação risco-retorno do investimento, a fim de avaliar os limites de volatilidade esperados para o ativo em questão e a capacidade dos preços atingirem o limite de volatilidade esperado. Esta é a definição correta usada por John Bollinger em 1980 quando ele desenvolveu esse indicador.

Entendendo Melhor

As Bandas de Bollinger são compostas, tradicionalmente, por uma banda central, representada pela média móvel de 20 períodos (podendo ocorrer variações), e duas bandas paralelas (superior e inferior). As linhas que formam o envelope em torno da média móvel são calculadas a partir do desvio padrão da banda central, a fim de estipular uma medida de dispersão e identificar o nível de volatilidade do mercado estudado.

De acordo com o próprio Bollinger, o ajuste das bandas pode ser alterado em função da média móvel utilizada, conforme a necessidade do investidor. Se a média móvel escolhida for de 10 períodos, o sugere-se ajustar as bandas paralelas com multiplicador de 1,9, enquanto para uma média móvel de 50 períodos, o multiplicador deve ser de 2,1.

Veja um exemplo de Banda de Bollinger aplicado a um determinado ativo no gráfico.

 

bandas de bollinger

Segundo Bollinger, Para ser bem sucedido, o investidor deve aprender a pensar por si. Isso é verdade porque eles são indivíduos únicos, com diferentes objetivos e diferentes critérios de risco-retorno.

Desta forma, antes de usar qualquer indicador técnico, pense e analise o mercado por você mesmo e somente em seguida dê ouvidos aos indicadores técnicos. Se ambos estiverem de acordo, você terá maiores chances de sucesso.

Grande abraço a todos!

Márcio Pulcinelli @ OminaVinct!


Diferenças Entre CAPEX e OPEX

VDI-vs-Fat11Neste pequeno artigo, apresentarei alguns conceitos fundamentais sobre CAPEX (CAPital EXpenditure) e OPEX (OPerational EXpenditure).

OPEX

OPEX faz referência às despesas operacionais, aos custos ou aos dispêndios operacionais. Eles significam os custos contínuos incorridos-por um produto, uma empresa ou um projeto.

Sua contrapartida, ou seja, despesas com capital (CAPEX) são os custos incorridos para o desenvolvimento ou fornecimento de componentes não consumíveis de um produto ou sistema.

Por exemplo, a aquisição de um equipamento envolve CAPEX, enquanto os custos de manutenção representam OPEX.

Para sistemas mais abrangentes, como empresas, OPEX pode também incluir o custo da mão de obra e as despesas com as instalações, tais como aluguel e serviços básicos.

 

No caso das empresas, uma despesa operacional é uma despesa do dia a dia, tal como vendas e administração.

Sendo assim, trata-se do quanto a empresa despende para transformar seu inventário em vendas.

Tendo como exemplo de um balancete, as despesas operacionais representam a soma das despesas operacionais de uma empresa ao longo de determinado período de tempo, tal como um mês, um semestre ou ano.

É importante ressaltar que parte do sucesso de um projeto se refere à previsão desses custos e sua efetivação durante a realização do projeto. O CAPEX são dispêndios que geram benefícios futuros.

Esse tipo de despesa é incorrido sempre que um projeto adquire ativos fixos ou agrega valor a um ativo fixo já existente, o qual possui uma vida útil expandida além do ano fiscal. O CAPEX é um conceito usado por uma empresa para adquirir ou para introduzir melhorias em ativos físicos, como, por exemplo, equipamentos,

propriedades ou instalações.

Em contabilidade, uma despesa com ativo fixo é adicionada a uma conta de ativos (capitalizada), aumentando o valor dos ativos da organização.

Trocando em miudos, no ambiente de projetos, CAPEX representa os dispêndios com o capital investido a exemplo da construção de instalações de armazenagem, de aquisições de máquinas ou de ampliação das vias de acesso ao local onde se desenvolve o projeto.

Perceba que o CAPEX e o OPEX têm diferentes impactos em projetos, pois a maior parte das despesas de capital é fixa e seu impacto financeiro em um projeto é sentido imediatamente.

De forma análoga, as despesas operacionais são incorridas ao longo de toda a vida de um projeto e incluem um componente variável que pode ser gerenciado continuamente.

Mas e onde entra a depreciação??? Falarei sobre a depreciação em um próximo artigo.

Espero que tenham gostado do artigo.

Qualquer questão entre em contato.


Análise de Ativos – BOVESPA

Atualização (28/10/2012)

Análise para compra de ativos da Bovespa.

Papeis com potencial de alta no curto/ médio prazo. O status de todos os ativos está “Aguardando Desdobramentos”, o que indica que estamos esperando novas movimentações nos preços do papel para entrar na compra.

 

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A Coluna “Entrada” indica “Colocar uma Ordem Start”.

A Coluna “Resistência” indica “Potencial de Alta do Papel”.

A Coluna “Stop Loss” indica “O quanto estamos disposto aguentar na queda”.

A Coluna “Preço Atual” indica “O preço de fechamento do papel na data”.

 

Obs: Preço da CTAX4 se aproximando do preço de compra. Ficar atento para uma possível entrada nos próximos dias.

 

CCRO3 – CCR SA ON (Gráfico)

Comprado a R$ 17,78

Data de Compra: 04/10/2012.

 

MILS3 – MILLS ON (Gráfico)

Comprado a R$ 30,97

Data de Compra: 05/10/2012

 

UGPA3 – ULTRAPAR ON (Gráfico)

Comprado a R$ 46,25

Data de Compra: 05/10/2012

Stopado a R$ 43,17

Data de Stop: 15/10/2012

Prejuizo de -6,66%

 

Durante as próximas semanas serão feitas atualizações na planilha de acompanhamento.

Qualquer dúvida ou sugestão entre em contato.

Márcio Pulcinelli


Estratégia Operacional – Em Três Dimensões de Tempo

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Antes de dar início a este artigo é necessário que se tenha conhecimento sobre os princípios de Dow.

Se quiser saber um pouco mais sobre o assunto, sugiro que acesse os artigos: O Que é Análise Técnica (Gráfica) e a continuação em O Que é Análise Técnica (Gráfica) – P2 para ter uma visão geral da análise gráfica.

Mas o que seria uma Estratégia Operacional em análise técnica? Sempre me perguntam “…mas não basta comprar e esperar…?” e sempre repito a mesma coisa “…sim! desde que você tenha uma estratégia e saiba o que está fazendo…” e sempre vejo aquelas cara do tipo “hum… não era bem isso que eu esperava.”.

O problema é que a maioria das pessoas que entram no mercado sem saber onde estão pisando, entram ludibriados por alguém, que em algum momento ganhou dinheiro fácil, mas que na média está junto da maioria.

A primeira pergunta que fica é: Quantos mercados você deve seguir? Os iniciantes cometem o erro comum de tentar seguir muitos mercados de uma vez. Alguns procuram diversos softwares para buscar e filtrar milhares de ações e rapidamente se atolam. Iniciantes que queiram levar a sério devem escolher no máximo uma ou duas dezenas de ações e acompanha-las dia após dia. Você precisa conhece-las, desenvolver uma ideia de como elas se movimentam ao longo do tempo. Você sabe quando suas empresas liberam seus ganhos? Sabe os seus preços mais altos e mais baixos para o ano passado? Quanto mais você souber sobre a ação, mais confiança que você tem e as surpresas se tornarão menores. Muitos profissionais se concentrar em apenas algumas poucas ações, ou mesmo em uma única.

Quais ações então você deve acompanhar? Comece escolhendo duas ou três indústrias que atualmente sejam sólidas, mas que sejam novas tendências. Indústrias de tecnologia, Internet, telecomunicações e biotecnologia estão na vanguarda do mercado no momento em que escrevo este artigo.

Então, até onde você deve ir em sua pesquisa? Um gráfico com dados diários numa tela de computador vai mostrar confortavelmente cinco ou seis meses de história, dependendo do tamanho da sua tela. Gráficos diários por si só não são suficientes e você vai precisar de gráficos semanais com pelo menos dois anos de histórico.

O gráfico acima apresenta a evolução diária do papel (PETR4), ou seja, cada barra representa um dia de negociação.

O gráfico acima apresenta a evolução semanal do papel (Petr4), desta forma, cada barra representa uma semana de negociação. Nesta visão temos menos ruídos (das compras e vendas de curto prazo) e podemos ver mais claramente a ocorrência de tendências.

Aprender com o histórico prepara você para o futuro, e pode ser útil dar uma olhada em um gráfico de l0 anos e ver se esse mercado é alta ou baixa em um esquema longo prazo.

Gráficos com dados de 20 ou mais anos são especialmente úteis para os comerciantes de futuros. Futuros, ao contrário das ações tem pisos e tetos naturais. Os níveis não são rígidos, mas antes de comprar ou vender tenta-se descobrir se está mais perto do piso ou do teto.

O preço mínimo do futuro é o seu custo de produção. Quando um mercado cai abaixo desse nível, os produtores param suas produções diminuindo os suprimentos e fazendo com que o preço suba. Se houver um excesso de açúcar e seu preço nos mercados mundiais cai abaixo do custo para levantar as coisas, os grandes produtores vão começar a fechar suas operações.

Uma outra questão importante está relacionada com a periodicidade dos dados. Você precisa de dados em tempo real? Os dados em tempo real pulam na tela a cada transação (compra e venda) executada. Assistir a dança de ações sua frente pode ajudar você a encontrar os melhores locais para compra e venda ou fazer você esquecer completamente a realidade e nadar em adrenalina. Então, será que os dados em tempo real vão melhorar os trades? A resposta é “sim” para poucos, “talvez”para alguns, e “não” para a maioria. Ter uma tela ao vivo na sua frente, é bastante desastroso na maioria dos casos.

Negociação com gráficos ao vivo parece enganosamente fácil, todavia na verdade é um dos jogos mais rápidos do planeta. Por isso, não se engane, que vai ficar rico comprando ações nesta modalidade, pois é extremamente custoso tanto para seu bolso quanto para a sua saúde.

Iniciantes não precisam de dados em tempo real, pois precisam colocar toda a sua atenção em aprender a operar com gráficos diários e semanais. Uma vez que você começar a tirar dinheiro dos mercados, aí sim pode ser uma boa ideia aplicar suas novas habilidades para gráficos intraday, mas somente nesses casos.

Quando gráficos de longo prazo sinalizam uma compra ou uma venda, use os dados em tempo real não para o daytrade, mas para entrar ou sair das posições. Se você estiver decido a operar daytrade, tenha certeza de que os dados que você vai utilizar sejam dados em tempo real e não com atraso, pois caso os dados tenham atraso, você estará sempre no prejuízo em relação aos demais daytraders.

Uma abordagem que gosto de utilizar quando estou operando ações é a utilização de três dimensões de tempo, que apresentam diferentes profundidades, mas para reduzir os ruídos dos dados intraday, utilizo um enfoque com as seguintes dimensões:

Mensal, Semanal e Diário:

Um gráfico com dimensão mensal para indicar a tendência de longo prazo do ativo, me mostrando a direção que o ativo (no longo prazo) está percorrendo. Me dando um pouco mais de “segurança” no meu possível trade.

Gráfico mensal da Petrobras

Um gráfico com dimensão semanal para indicar os topos e fundos do ativo, me ajudando a encontrar melhores momentos para comprar e vender, sendo utilizado em conjunto com alguns indicadores osciladores para buscar os melhores topos e fundos. Gosto de adicionar uma média móvel de 21 períodos para ajudar a demostrar a tendência com mais clareza.

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Um gráfico com dimensão diária para colocar as ordens de compra e venda baseado em ordens do tipo start e stop para que não haja nenhum tipo de emoção na compra e na venda do ativo, fazendo tudo de forma o mais automatizada possível.

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Para finalizar, gosto de ajustar as dimensões conforme a seguinte imagem, mas acredito que esta escolha deva ser pessoal:

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Utilizando esta metodologia, se torna mais fácil tanto a entrada no mercado quanto a saída, pois você monta sua estratégia antes de entrar na compra e já sabe quando deverá sair. De qualquer forma, é sempre bom lembrar que o mercado é imprevisível, por isto, é sempre bom estar atento a tudo o que se faz. Tenha sempre uma estratégia definida antes de começar suas operações para que não se arrependa depois de ter perdido seu dinheiro.

Espero que tenham gostado do artigo. Qualquer questão, deixe seu comentário!

Márcio Pulcinelli @ OmniaVincit!


Avaliação de Ativos

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Tomando como base para este artigo o texto “Avaliação Financeira de Ativos” do autor Abreu Filho et. al. (2005), publicado no livro Finanças Corporativas (FGV Management). O autor argumenta que para tomar uma decisão administrativa ótima, de investir ou não investir, sempre se faz necessário saber quanto vale o ativo considerado.

Sendo assim, o autor apresenta que o valor de um ativo deve ser definido como o valor presente do direito a um (possivelmente) incerto fluxo futuro de pagamentos recebimentos (ou não) em espécie. Para o autor, o princípio básico é avaliar todos os ativos da mesma forma que se avaliam ativos financeiros, ou seja, utilizando matemática financeira.

Para o autor, os ativos (sejam eles financeiros ou físicos), devem ter o valor presente de seus futuros fluxos de caixa projetados. Não confundir esse valor com o do patrimônio dos ativos físicos da empresa, pois esta deve valer mais do que a simples soma aritmética dos valores de suas mesas, cadeiras, máquinas e equipamentos. É apresentado pelo autor a figura abaixo mostrando como se faz o desconto para o valor presente dos fluxos de caixa futuros projetados.

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Conforme a contabilidade, a origem dos fluxos de caixa de uma empresa está associada a 3 tipos de atividades de um ativo:

Fluxo Operacional – Refere-se ao fluxo de caixa gerado pelas operações de uma empresa, como por exemplo: custos, receitas, despesas administrativas e outros. O fluxo de caixa operacional está diretamente ligado a demonstração de resultados (DRE) e variação no capital de giro. Contudo, lucro e fluxo de caixa são conceitos distintos.

Fluxo de Financiamento – As atividades de financiamento são as formas de obter recursos e paga-los, como por exemplo, um empréstimo, um aporte de capital, pagamento de uma dívida, etc. O fluxo de caixa financeiro está diretamente ligado à como a empresa financia suas necessidades por recursos e paga suas obrigações com investidores e bancos. Há duas fontes de financiamento possíveis: dívida e patrimônio líquido.

Fluxo de Investimento – As atividades de investimento são formas de a empresa alocar recursos em ativos que trarão benefícios futuros, como por exemplo, uma nova máquina num complexo fabril, capital de giro, pesquisa e desenvolvimento, a compra de outra empresa, além de outras formas. Os investimentos geram o aumento de um benefício e/ou lucro.

Assim, o autor apresenta, a seguir, a fórmula utilizada para determinar o valor dos ativo. Esse método de avaliação é conhecido como método do fluxo de caixa descontado (FCD) ou discounted cash flow (DCF).

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Ainda existe o caso particular em que os FCs atendam aos requisitos de perpetuidade, pode-se então, usar a fórmula que representa o limite para o qual converge a série: ∑ FCi.

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Onde “K” é a taxa de desconto apropriada ao risco do FC utilizada para descontar até o valor presente (VP); e “g” é a taxa de crescimento do FC em perpetuidade.

O autor comenta no texto, que antes de iniciar um investimento, é necessário saber se a performance dos ativos atenderá aos objetivos propostos. Ou seja, para saber se um investimento será lucrativo ou não, devem ser adotados diversos critérios como por exemplo, o critério do valor presente líquido (VPL) que é um dos mais utilizados pelos analistas de investimentos. Uma vez determinado o valor presente do ativo e sabendo-se qual é o investimento hoje necessário para implementar o projeto, pode-se simplesmente verificar se o ativo vale mais ou menos do que o investimento necessário para adquiri-lo. Segundo o autor, o VPL de um ativo é a diferença entre o investimento realizado (dispêndio corrente de caixa) e o valor presente dos fluxos de caixa futuros (retorno projetado a valor presente).

VPL = Valor presente do ativo – Valor presente do investimento.

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Márcio Pulcinelli @ OminaVincit!

Referências:

Finanças Corporativas (6ª Edição – FGV Management),  José Carlos Franco de Abreu Filho, et. al.