Educação Financeira

Diferenças Entre CAPEX e OPEX

VDI-vs-Fat11Neste pequeno artigo, apresentarei alguns conceitos fundamentais sobre CAPEX (CAPital EXpenditure) e OPEX (OPerational EXpenditure).

OPEX

OPEX faz referência às despesas operacionais, aos custos ou aos dispêndios operacionais. Eles significam os custos contínuos incorridos-por um produto, uma empresa ou um projeto.

Sua contrapartida, ou seja, despesas com capital (CAPEX) são os custos incorridos para o desenvolvimento ou fornecimento de componentes não consumíveis de um produto ou sistema.

Por exemplo, a aquisição de um equipamento envolve CAPEX, enquanto os custos de manutenção representam OPEX.

Para sistemas mais abrangentes, como empresas, OPEX pode também incluir o custo da mão de obra e as despesas com as instalações, tais como aluguel e serviços básicos.

 

No caso das empresas, uma despesa operacional é uma despesa do dia a dia, tal como vendas e administração.

Sendo assim, trata-se do quanto a empresa despende para transformar seu inventário em vendas.

Tendo como exemplo de um balancete, as despesas operacionais representam a soma das despesas operacionais de uma empresa ao longo de determinado período de tempo, tal como um mês, um semestre ou ano.

É importante ressaltar que parte do sucesso de um projeto se refere à previsão desses custos e sua efetivação durante a realização do projeto. O CAPEX são dispêndios que geram benefícios futuros.

Esse tipo de despesa é incorrido sempre que um projeto adquire ativos fixos ou agrega valor a um ativo fixo já existente, o qual possui uma vida útil expandida além do ano fiscal. O CAPEX é um conceito usado por uma empresa para adquirir ou para introduzir melhorias em ativos físicos, como, por exemplo, equipamentos,

propriedades ou instalações.

Em contabilidade, uma despesa com ativo fixo é adicionada a uma conta de ativos (capitalizada), aumentando o valor dos ativos da organização.

Trocando em miudos, no ambiente de projetos, CAPEX representa os dispêndios com o capital investido a exemplo da construção de instalações de armazenagem, de aquisições de máquinas ou de ampliação das vias de acesso ao local onde se desenvolve o projeto.

Perceba que o CAPEX e o OPEX têm diferentes impactos em projetos, pois a maior parte das despesas de capital é fixa e seu impacto financeiro em um projeto é sentido imediatamente.

De forma análoga, as despesas operacionais são incorridas ao longo de toda a vida de um projeto e incluem um componente variável que pode ser gerenciado continuamente.

Mas e onde entra a depreciação??? Falarei sobre a depreciação em um próximo artigo.

Espero que tenham gostado do artigo.

Qualquer questão entre em contato.


Avaliação de Ativos

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Tomando como base para este artigo o texto “Avaliação Financeira de Ativos” do autor Abreu Filho et. al. (2005), publicado no livro Finanças Corporativas (FGV Management). O autor argumenta que para tomar uma decisão administrativa ótima, de investir ou não investir, sempre se faz necessário saber quanto vale o ativo considerado.

Sendo assim, o autor apresenta que o valor de um ativo deve ser definido como o valor presente do direito a um (possivelmente) incerto fluxo futuro de pagamentos recebimentos (ou não) em espécie. Para o autor, o princípio básico é avaliar todos os ativos da mesma forma que se avaliam ativos financeiros, ou seja, utilizando matemática financeira.

Para o autor, os ativos (sejam eles financeiros ou físicos), devem ter o valor presente de seus futuros fluxos de caixa projetados. Não confundir esse valor com o do patrimônio dos ativos físicos da empresa, pois esta deve valer mais do que a simples soma aritmética dos valores de suas mesas, cadeiras, máquinas e equipamentos. É apresentado pelo autor a figura abaixo mostrando como se faz o desconto para o valor presente dos fluxos de caixa futuros projetados.

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Conforme a contabilidade, a origem dos fluxos de caixa de uma empresa está associada a 3 tipos de atividades de um ativo:

Fluxo Operacional – Refere-se ao fluxo de caixa gerado pelas operações de uma empresa, como por exemplo: custos, receitas, despesas administrativas e outros. O fluxo de caixa operacional está diretamente ligado a demonstração de resultados (DRE) e variação no capital de giro. Contudo, lucro e fluxo de caixa são conceitos distintos.

Fluxo de Financiamento – As atividades de financiamento são as formas de obter recursos e paga-los, como por exemplo, um empréstimo, um aporte de capital, pagamento de uma dívida, etc. O fluxo de caixa financeiro está diretamente ligado à como a empresa financia suas necessidades por recursos e paga suas obrigações com investidores e bancos. Há duas fontes de financiamento possíveis: dívida e patrimônio líquido.

Fluxo de Investimento – As atividades de investimento são formas de a empresa alocar recursos em ativos que trarão benefícios futuros, como por exemplo, uma nova máquina num complexo fabril, capital de giro, pesquisa e desenvolvimento, a compra de outra empresa, além de outras formas. Os investimentos geram o aumento de um benefício e/ou lucro.

Assim, o autor apresenta, a seguir, a fórmula utilizada para determinar o valor dos ativo. Esse método de avaliação é conhecido como método do fluxo de caixa descontado (FCD) ou discounted cash flow (DCF).

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Ainda existe o caso particular em que os FCs atendam aos requisitos de perpetuidade, pode-se então, usar a fórmula que representa o limite para o qual converge a série: ∑ FCi.

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Onde “K” é a taxa de desconto apropriada ao risco do FC utilizada para descontar até o valor presente (VP); e “g” é a taxa de crescimento do FC em perpetuidade.

O autor comenta no texto, que antes de iniciar um investimento, é necessário saber se a performance dos ativos atenderá aos objetivos propostos. Ou seja, para saber se um investimento será lucrativo ou não, devem ser adotados diversos critérios como por exemplo, o critério do valor presente líquido (VPL) que é um dos mais utilizados pelos analistas de investimentos. Uma vez determinado o valor presente do ativo e sabendo-se qual é o investimento hoje necessário para implementar o projeto, pode-se simplesmente verificar se o ativo vale mais ou menos do que o investimento necessário para adquiri-lo. Segundo o autor, o VPL de um ativo é a diferença entre o investimento realizado (dispêndio corrente de caixa) e o valor presente dos fluxos de caixa futuros (retorno projetado a valor presente).

VPL = Valor presente do ativo – Valor presente do investimento.

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Márcio Pulcinelli @ OminaVincit!

Referências:

Finanças Corporativas (6ª Edição – FGV Management),  José Carlos Franco de Abreu Filho, et. al.


A Ação dos Empreendedores

SNAGHTML52030dNo texto “O Papel dos Empreendedores”, de Richard Luecke, publicado no livro Harvard Business Essentials – Ferramentas para Empreendedores, o autor afirma que os empreendedores desempenham um importante papel em toda sociedade de livre mercado. Comenta que como descreveu o economista Joseph Schumpeter na década de 1930, eles agem como uma força de destruição criativa, livrando-se de tecnologias, produtos e maneiras já estabelecidos de fazer as coisas e substituindo-os por outros que representam um valor maior para todo o mercado. Os empreendedores são agentes de mudança e, espera-se, de progresso. Foram eles que substituíram os lampiões domésticos a querosene por lampiões a gás mais brilhantes e de chama mais limpa de meados ao final dos anos 1800. Aqueles lampiões a gás, por sua vez, deram lugar ao sistema de luz elétrica incandescente de Edison, que proporcionou um desempenho melhor e mais segurança. A iluminação fluorescente apareceu anos depois, assumindo muitas aplicações da lâmpada incandescente.

Segundo Richard Luecke, vemos este padrão se repetir em quase todo setor econômico. Os empreendedores inventam ou comercializam novas tecnologias que substituem as antigas. As fotocopiadoras, o computador pessoal e as novas e aprimoradas terapias medicamentosas são todos produtos de empresários empreendedores. Estes empreendedores também introduzem produtos e serviços que fornecem algo inteiramente novo: a calculadora eletrônica, a entrega expressa de encomendas, a world wide web, softwares de simulação de voo, pílulas anticoncepcionais, angioplastia para abrir artérias cardíacas estreitas e cirurgia a laser para corrigir problemas de visão.

A autor ainda comenta no texto, que os empreendedores nos deram coisas mais úteis que nossos pais ou avós nem teriam imaginado: assistentes digitais pessoais, lentes de contato, revelação fotográfica de uma hora, leite em embalagens assépticas que não requerem refrigeração, leilões online que reúnem compradores e vendedores de toda parte do mundo e assim por diante.

Para o autor, é importante reconhecer que os empreendedores fazem mais do que apenas pensar em novos conceitos e reconhecer suas oportunidades comerciais. Eles dão o passo seguinte: formam empresas e dispõem dos recursos para administra-las. É este passo que separa o empreendedor do inventor e proporciona valor e opções à sociedade. Ele é quase sempre arriscado, porque o sucesso não é preordenado.

O autor exemplifica no texto que a primeira empresa de Henry Ford, por exemplo, colocou o automóvel, antes um brinquedo para os ricos, ao alcance da família média. Afirma ainda, que os empreendedores também descobrem e exploram formas de fornecer produtos e serviços de qualidade mais alta a preços mais baixos. Estas contribuições tornam as sociedades de livre mercado mais ricas e dinâmicas e, para a maioria das pessoas, tornam a vida muito mais interessante. Elas descartam setores estagnados e os substituem por setores em crescimento, que geram novas oportunidades e novos empregos, com frequência pagando salários muito mais altos.

Quem quer que duvide dos benefícios das contribuições empreendedoras deve comparar as experiências dos Estados Unidos e da antiga União Soviética no período pós-Segunda Guerra Mundial. Aquelas duas nações tinham populações aproximadamente iguais. Ambas tinham governos centrais fortes, recursos naturais substanciais e altos níveis de alfabetização e know-how técnico. E no entanto, no período de cinco anos depois da guerra, os Estados Unidos superaram seu rival em quase todas as frentes: produção de alimentos, fabricação, poderio militar, avanços domésticos e técnicos, saúde geral e longevidade, renda per capita e a disponibilidade, qualidade e variedade de produtos e serviços. Ainda segundo o autor, em grande parte, as falhas da União Soviética podem ser atribuídas a sua economia centralmente planejada e a sua hostilidade para com a propriedade privada, duas coisas que reprimem as iniciativas para inventar e buscar oportunidades comerciais. Já a economia americana não era planejada. Sua cultura honrava e apoiava os empreendedores. Suas leis protegiam a propriedade, inclusive a intelectual e eliminaram parte do tormento do fracasso com a lei de falências.

Seus fluxos irrestritos de capital permitiram que os fundos se movessem para empresas com as características mais atraentes de risco/recompensa. Enquanto os soviéticos reprimiram o vigor e a ambição de indivíduos que tinham novas ideias, o sistema americano os estimulava e glorificava. No final, muitas das falhas econômicas da União Soviética e dos sucessos de seu país rival podem ser atribuídos ao tratamento diferente que davam aos empreendedores, afirma Richard Luecke.

Resolvi publicar este pequeno resumo baseado no texto de Richard Luecke, pois tenho visto que estamos entrando em um momento de decisão, entre ficarmos estagnados como nação ou correr atrás de novas oportunidades de crescimento em diversos setores da nossa economia.

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Márcio Pulcinelli @ OminaVIncit!


O Que é Análise Técnica (Gráfica) – P2

Dando continuidade ao nosso artigo, que na sua primeira parte começamos a explicar os dois princípios de Dow, e entraremos agora no terceiro princípio.

PRINCÍPIO III

Diz respeito às principais fases das Tendências Primárias de Alta e de Baixa. Estabelece que ambas são normalmente (mas não invariavelmente) divididas em três fases, que vão constituir respectivamente os Mercados de Alta e de Baixa.

Nas Tendências Primárias de Alta, a primeira fase é a da Acumulação , durante a qual investidores que veem de longe, sentindo que os negócios, embora agora deprimidos, estão pronto para virar. ficam desejosos para comprar todas as ações oferecidas pelos desencorajados e aflitos vendedores e para aumentar seus lances, gradualmente, lia medida em que as vendas vão escasseando. O noticiário financeiro ainda está desanimador – de fato, frequentemente eles pioram – nessa fase. O “público” está completamente angustiado com o mercado de ações – totalmente fora dele. A atividade é apenas moderada, mas começando a crescer nas subidas terciárias. A segunda fase é a de um avanço firme e uma crescente atividade, na medida em que melhora o tom dos negócios e a tendência crescente do lucro das empresas começa a chamar a atenção. É durante essa fase que o investidor técnico conseguirá obter sua melhor lucratividade. Finalmente, vem a terceira fase. quando o mercado fervilha com a atividade do público. Todas as notícias financeiras são favoráveis: os avanços dos preços são espetaculares e frequentemente fazem as manchetes dos jornais diários: novas ações são lançadas em números crescentes. É nessa fase que alguns dos seus amigos lhe telefonarão e perguntarão alegremente o que há para comprar. No último estágio dessa fase, com desmedida especulação, o volume continua a crescer, mas “bolsões de ar” aparecem com incrível frequência; as ações de terceira e quarta linhas pulam para cima mais e mais, mas as blue-chips recusam-se acompanha-las.

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Nas tendências Primárias de Baixa, a primeira fase é o período de Distribuição (que realmente se inicia nos últimos estágios do Mercado de Alta precedente). Durante essa fase, investidores que enxergam longe percebem que os ganhos dos negócios atingiram uma altura anormal e descarregam suas ações a uma velocidade crescente. O volume dos negócios ainda se mantém elevado, embora tenda a diminuir nas subidas, e o “público” ainda está ativo, mas começando a mostrar sinais de irritação, na medida em que os lucros desaparecem. A segunda fase é a de Pânico. Os compradores começam a escassear e os vendedores tornam-se mais urgentes; a tendência de baixa nos preços se acelera subitamente numa queda quase vertical, enquanto o volume atinge proporções climáticas. Após a fase de Pânico, poderá ocorrer uma boa recuperação secundária ou um movimento lateral e, então, começa a terceira fase. Esta é caracterizada por vendas desencorajadas por parte daqueles investidores que mantiveram suas ações durante o Pânico, ou que talvez tenham comprado durante, achando que já estavam muito baratas em comparação aos preços que tinham visto meses antes. O noticiário agora começa a piorar. Na medida em que a terceira fase prossegue, seu movimento para baixo é mais lento, mas é mantida por mais e mais vendedores aflitos que necessitam fazer caixa para outras necessidades. As ações de terceira e quarta linhas já perderam praticamente tudo o que conquistaram durante o mercado de alta precedente nas primeiras duas fases do Mercado de Baixa. As blue-chips caem mais lentamente, porque seus proprietários relutam em vende-las, deixando-as para o fim, e, em consequência, o estágio final do Mercado de Baixa frequentemente está concentrado nessas ações. O Mercado de Baixa termina quando tudo o que é possível ocorrer de ruim, o pior que possa ser. esperado, já tenha sido descontado, e começa a subir novamente antes que todas as mas notícias tenham desaparecido.

PRINCÍPIO IV

É o princípio da confirmação, isto é, a Tendência deve ser confirmada pelo menos por dois índices distintos na sua formulação – com frequência, o mais questionado e o mais difícil de entender de todos os princípios da Teoria de Dow. Tem resistido ao teste do tempo; o fato de que tem funcionado não é questionado por ninguém que tenha, cuidadosamente, examinado os registros. Aqueles que o desprezaram na prática, tiveram que retomar ao princípio. o que ele significa é que nenhum sinal válido de mudança de tendência pode ser produzido apenas por um único índice. Quando a teoria de Dow foi desenvolvida, existiam dois índices: o das Ferrovias (composto por ações de 20 empresas ferroviárias) e o Industrial (composto por ações de 30 Indústrias). Aqui no Brasil esta comparação poderia ser feita entre o IBRX ou o IBOVESPA contra o FGV 100, já que, nos dois primeiros umas poucas ações com peso ponderado muito elevado na composição final do índice podem distorcer sua mensagem, nos induzindo a erro. Já no FGV esta ponderação está melhor distribuída para nos informar sobre o grau de consistência do movimento.

PRINCÍPIO V

Estabelece que o volume acompanha a Tendência – estas palavras, que você frequentemente escuta com solenidade ritual mas pouca compreensão, são a expressão coloquial para a verdade geral de que a atividade operacional tende a se expandir, na medida em que os preços se movem na direção da tendência Primária predominante. Assim, num Mercado de Alta, o volume cresce quando os preços sobem e míngua quando os preços caem; num Mercado de Baixa, o volume aumenta quando os preços caem e diminui quando eles se recuperam.

PRINCÍPIO VI

Estabelece que Tendências Secundárias podem ser substituídas por Linhas ou Movimentos Laterais, congestões de pequena amplitude que contêm o movimento dos preços num intervalo de 5 a 10% entre a máxima e a mínima. A formação de uma Linha significa que as pressões de compra e venda estão mais ou menos equilibradas. Portanto, o rompimento para cima dos limites dessa Linha é um sinal altista e, para baixo, um sinal baixista. Em geral, quanto maior a Linha (em tempo) e mais estreita ou compacta a faixa de oscilação, maior o significado de sua perfuração.

As Linhas ocorrem com uma frequência suficiente para tornar seu reconhecimento essencial aos seguidores dos princípios da Dow. Podem se desenvolver em topos e fundos importantes, sinalizando períodos de acumulação ou de distribuição, respectivamente; porém, elas surgem com mais frequência como descanso ou consolidação no progresso da Tendência Principal anterior à sua ocorrência. Sob essas circunstâncias, elas tomam o lugar de uma Tendência Secundária normal.

PRINCÍPIO VI

Para efeito de avaliação das condições do mercado são usados apenas Preços de Fechamento. A Teoria de Dow não presta atenção à qualquer máxima ou mínima que possa ler sido registrada durante o dia e antes do mercado fechar, considerando apenas os preços de fechamento.

PRINCÍPIO VII

Enquanto uma sucessão de topos e fundos ascendentes (Tendência de Alta) ou topos e fundos descendentes (Tendência de Baixa) mantiverem o padrão, deve ser assumido que a Tendência continua em andamento, até o momento em que uma reversão tenha sido definitivamente assinalada. A reversão de uma Tendência de Alta se caracterizará, quando houver uma falha na tentativa de ultrapassar o topo anterior, seguida de penetração do fundo anterior. A reversão de uma Tendência de Baixa ocorrerá, quando houver uma falha na tentativa de ultrapassa!” o fundo anterior, seguida de penetração do topo anterior.

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Espero que tenham gostado do artigo.

Até a próxima.Caso tenha dúvida, escreva para mim.

Márcio Pulcinelli @ OmniaVincit

Referências:

Noronha, Márcio, Análise Técnica: Teorias, Ferramentas, Estratégias (2003)


O Que é Análise Técnica (Gráfica)

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Muitas pessoas tem me perguntado o que é a análise técnica ou análise gráfica (para alguns) e como ela funciona. Desta forma, resolvi escrever um artigo simples com explicações sobre o que é a análise técnica e como ela funciona.

Segundo Márcio Noronha (2003), Análise Técnica é a ciência que busca, através do estudo de registros gráficos multiformes, asso­ciados à formulações matemático-estatísticas, incidentes sobre preços, volumes e contratos em aberto do passado e do corrente dos diferentes ativos financeiros, proporcionar, através da análi­se de padrões que se repetem, condições para que possamos projetar o futuro caminho dos preços, dentro de uma lógica de maiores probabilidades.

Ou seja, é a análise do mercado financeiro através de gráfico de preço, buscando encontrar padrões e tendências na movimentação do preços. A análise técnica não leva em consideração fatores externos tais como informações sobre projeções do lucros das empresas, taxa de retomo, relação entre preço e lucro noticias em geral ou quaisquer outros componentes que não sejam provenientes do próprio pregão.

Para um analista técnico ou grafista, tudo que é necessário saber, ou seja, tudo que é importante ser analisado estará embutido nos dados emitidos pelo mercado através das flutuações de preço.

Tudo começou com os princípios e a teoria de Dow. Abaixo estão listados os princípios da teoria criada por Dow:

PRINCÍPIO I

Os Índices Descontam Tudo ( exceto “Atos de Deus” ) – porque eles refletem a atividade combinada de milhares de investidores, incluindo aqueles possuidores de melhores previsões e melhores informações sobre tendências e eventos. Os Índices, nas suas flutuações do dia-a-dia, descontam tudo que é conhecido, tudo que é previsível e tudo que de alguma forma possa afetar a oferta e a procura dos ativos negociados. Mesmo calamidades naturais imprevisíveis, quando acontecem são rapidamente avaliadas, e seus possíveis efeitos, descontados.

PRINCÍPIO II

O “mercado”, significando o preço das ações em geral, move-se em tendências das quais as mais importantes são as Primárias. Estas, são longos movimentos para cima ou para baixo que duram normalmente um ano ou mais e resultam em grandes valorizações ou desvalorizações dos preços. Os movimentos na direção da tendência Primária são, algumas vezes, interrompidos, em intervalos. por oscilações Secundárias na direção oposta – reações ou “correções” quando o movimento Primário foi além de si mesmo e precisa, então, recuperar forças para prosseguir. Finalmente as tendências Secundárias são compostas de tendências Terciárias que refletem as flutuações do dia-a-dia. Assim, temos:

TENDÊNCIAS PRIMÁRIAS

São grandes movimentos para cima e para baixo que normalmente (mas não invariavelmente) duram mais do que um ano, podendo permanecer muitos mais.

TENDÊNCIAS SECUNDÁRIAS

São importantes reações que interrompem o progresso dos preços na direção Primária. São declínios intermediários ou “correções” que ocorrem durante Mercados de Alta. Num Mercado de Baixa elas são as subidas ou “correções” que interrompem por algum tempo a queda Primária. Normalmente duram de três semanas a alguns meses, raramente mais. Costumam retroceder de Um terço a dois terços da oscilação Primária precedente.

TENDÊNCIAS TERCIÁRIAS

São breves (raramente mais do que três semanas – normalmente menos do que seis dias) flutuações que em si mesmas são pouco significativas, mas que no conjunto vão formar as Secundárias.

No próximo artigo vou continuar falando sobre os demais princípios da teoria de Dow.

Até a próxima. Caso tenha dúvidas, escreva para mim.

Márcio Pulcinelli @ OmniaVincit.

Referências:

Noronha, Márcio, Análise Técnica: Teorias, Ferramentas, Estratégias (2003)