Empreendedorismo

Avaliação de Ativos

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Tomando como base para este artigo o texto “Avaliação Financeira de Ativos” do autor Abreu Filho et. al. (2005), publicado no livro Finanças Corporativas (FGV Management). O autor argumenta que para tomar uma decisão administrativa ótima, de investir ou não investir, sempre se faz necessário saber quanto vale o ativo considerado.

Sendo assim, o autor apresenta que o valor de um ativo deve ser definido como o valor presente do direito a um (possivelmente) incerto fluxo futuro de pagamentos recebimentos (ou não) em espécie. Para o autor, o princípio básico é avaliar todos os ativos da mesma forma que se avaliam ativos financeiros, ou seja, utilizando matemática financeira.

Para o autor, os ativos (sejam eles financeiros ou físicos), devem ter o valor presente de seus futuros fluxos de caixa projetados. Não confundir esse valor com o do patrimônio dos ativos físicos da empresa, pois esta deve valer mais do que a simples soma aritmética dos valores de suas mesas, cadeiras, máquinas e equipamentos. É apresentado pelo autor a figura abaixo mostrando como se faz o desconto para o valor presente dos fluxos de caixa futuros projetados.

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Conforme a contabilidade, a origem dos fluxos de caixa de uma empresa está associada a 3 tipos de atividades de um ativo:

Fluxo Operacional – Refere-se ao fluxo de caixa gerado pelas operações de uma empresa, como por exemplo: custos, receitas, despesas administrativas e outros. O fluxo de caixa operacional está diretamente ligado a demonstração de resultados (DRE) e variação no capital de giro. Contudo, lucro e fluxo de caixa são conceitos distintos.

Fluxo de Financiamento – As atividades de financiamento são as formas de obter recursos e paga-los, como por exemplo, um empréstimo, um aporte de capital, pagamento de uma dívida, etc. O fluxo de caixa financeiro está diretamente ligado à como a empresa financia suas necessidades por recursos e paga suas obrigações com investidores e bancos. Há duas fontes de financiamento possíveis: dívida e patrimônio líquido.

Fluxo de Investimento – As atividades de investimento são formas de a empresa alocar recursos em ativos que trarão benefícios futuros, como por exemplo, uma nova máquina num complexo fabril, capital de giro, pesquisa e desenvolvimento, a compra de outra empresa, além de outras formas. Os investimentos geram o aumento de um benefício e/ou lucro.

Assim, o autor apresenta, a seguir, a fórmula utilizada para determinar o valor dos ativo. Esse método de avaliação é conhecido como método do fluxo de caixa descontado (FCD) ou discounted cash flow (DCF).

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Ainda existe o caso particular em que os FCs atendam aos requisitos de perpetuidade, pode-se então, usar a fórmula que representa o limite para o qual converge a série: ∑ FCi.

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Onde “K” é a taxa de desconto apropriada ao risco do FC utilizada para descontar até o valor presente (VP); e “g” é a taxa de crescimento do FC em perpetuidade.

O autor comenta no texto, que antes de iniciar um investimento, é necessário saber se a performance dos ativos atenderá aos objetivos propostos. Ou seja, para saber se um investimento será lucrativo ou não, devem ser adotados diversos critérios como por exemplo, o critério do valor presente líquido (VPL) que é um dos mais utilizados pelos analistas de investimentos. Uma vez determinado o valor presente do ativo e sabendo-se qual é o investimento hoje necessário para implementar o projeto, pode-se simplesmente verificar se o ativo vale mais ou menos do que o investimento necessário para adquiri-lo. Segundo o autor, o VPL de um ativo é a diferença entre o investimento realizado (dispêndio corrente de caixa) e o valor presente dos fluxos de caixa futuros (retorno projetado a valor presente).

VPL = Valor presente do ativo – Valor presente do investimento.

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Márcio Pulcinelli @ OminaVincit!

Referências:

Finanças Corporativas (6ª Edição – FGV Management),  José Carlos Franco de Abreu Filho, et. al.


A Ação dos Empreendedores

SNAGHTML52030dNo texto “O Papel dos Empreendedores”, de Richard Luecke, publicado no livro Harvard Business Essentials – Ferramentas para Empreendedores, o autor afirma que os empreendedores desempenham um importante papel em toda sociedade de livre mercado. Comenta que como descreveu o economista Joseph Schumpeter na década de 1930, eles agem como uma força de destruição criativa, livrando-se de tecnologias, produtos e maneiras já estabelecidos de fazer as coisas e substituindo-os por outros que representam um valor maior para todo o mercado. Os empreendedores são agentes de mudança e, espera-se, de progresso. Foram eles que substituíram os lampiões domésticos a querosene por lampiões a gás mais brilhantes e de chama mais limpa de meados ao final dos anos 1800. Aqueles lampiões a gás, por sua vez, deram lugar ao sistema de luz elétrica incandescente de Edison, que proporcionou um desempenho melhor e mais segurança. A iluminação fluorescente apareceu anos depois, assumindo muitas aplicações da lâmpada incandescente.

Segundo Richard Luecke, vemos este padrão se repetir em quase todo setor econômico. Os empreendedores inventam ou comercializam novas tecnologias que substituem as antigas. As fotocopiadoras, o computador pessoal e as novas e aprimoradas terapias medicamentosas são todos produtos de empresários empreendedores. Estes empreendedores também introduzem produtos e serviços que fornecem algo inteiramente novo: a calculadora eletrônica, a entrega expressa de encomendas, a world wide web, softwares de simulação de voo, pílulas anticoncepcionais, angioplastia para abrir artérias cardíacas estreitas e cirurgia a laser para corrigir problemas de visão.

A autor ainda comenta no texto, que os empreendedores nos deram coisas mais úteis que nossos pais ou avós nem teriam imaginado: assistentes digitais pessoais, lentes de contato, revelação fotográfica de uma hora, leite em embalagens assépticas que não requerem refrigeração, leilões online que reúnem compradores e vendedores de toda parte do mundo e assim por diante.

Para o autor, é importante reconhecer que os empreendedores fazem mais do que apenas pensar em novos conceitos e reconhecer suas oportunidades comerciais. Eles dão o passo seguinte: formam empresas e dispõem dos recursos para administra-las. É este passo que separa o empreendedor do inventor e proporciona valor e opções à sociedade. Ele é quase sempre arriscado, porque o sucesso não é preordenado.

O autor exemplifica no texto que a primeira empresa de Henry Ford, por exemplo, colocou o automóvel, antes um brinquedo para os ricos, ao alcance da família média. Afirma ainda, que os empreendedores também descobrem e exploram formas de fornecer produtos e serviços de qualidade mais alta a preços mais baixos. Estas contribuições tornam as sociedades de livre mercado mais ricas e dinâmicas e, para a maioria das pessoas, tornam a vida muito mais interessante. Elas descartam setores estagnados e os substituem por setores em crescimento, que geram novas oportunidades e novos empregos, com frequência pagando salários muito mais altos.

Quem quer que duvide dos benefícios das contribuições empreendedoras deve comparar as experiências dos Estados Unidos e da antiga União Soviética no período pós-Segunda Guerra Mundial. Aquelas duas nações tinham populações aproximadamente iguais. Ambas tinham governos centrais fortes, recursos naturais substanciais e altos níveis de alfabetização e know-how técnico. E no entanto, no período de cinco anos depois da guerra, os Estados Unidos superaram seu rival em quase todas as frentes: produção de alimentos, fabricação, poderio militar, avanços domésticos e técnicos, saúde geral e longevidade, renda per capita e a disponibilidade, qualidade e variedade de produtos e serviços. Ainda segundo o autor, em grande parte, as falhas da União Soviética podem ser atribuídas a sua economia centralmente planejada e a sua hostilidade para com a propriedade privada, duas coisas que reprimem as iniciativas para inventar e buscar oportunidades comerciais. Já a economia americana não era planejada. Sua cultura honrava e apoiava os empreendedores. Suas leis protegiam a propriedade, inclusive a intelectual e eliminaram parte do tormento do fracasso com a lei de falências.

Seus fluxos irrestritos de capital permitiram que os fundos se movessem para empresas com as características mais atraentes de risco/recompensa. Enquanto os soviéticos reprimiram o vigor e a ambição de indivíduos que tinham novas ideias, o sistema americano os estimulava e glorificava. No final, muitas das falhas econômicas da União Soviética e dos sucessos de seu país rival podem ser atribuídos ao tratamento diferente que davam aos empreendedores, afirma Richard Luecke.

Resolvi publicar este pequeno resumo baseado no texto de Richard Luecke, pois tenho visto que estamos entrando em um momento de decisão, entre ficarmos estagnados como nação ou correr atrás de novas oportunidades de crescimento em diversos setores da nossa economia.

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Márcio Pulcinelli @ OminaVIncit!