Opções

Categoria para mercado de Opções.

Trava de Alta – PETROBRAS – Série A / 2011

Trava de alta da Petrobras com bom % de retorno para vencimento em 17/jan/2011.

 

image

image

Custo total do investimento (sem corretagens): R$ 2.860,00

Retorno real (sem corretagens): R$ 1.140,00

Taxa de retorno (sem corretagens): 39,86%

Lucro máximo em: R$ 27,71

Bons Trades!

Márcio Pulcinelli @ OminaVincit


Nos ajude a manter o site… Clique nos anúncios, não custa nada!
 

Teoria Por Traz das Opções

Compartilhe este artigo na sua rede social.



image
Este é um assunto que eu estou querendo abordar já faz um tempo, mas não tinha muito tempo para tratar do assunto. Aos poucos fui montando esta página e agora estou finalmente publicando.

O que são as opções?

Eu sempre cito o exemplo do seguro do carro, pois é semelhante a uma apólice de seguros ou mesmo um sinal de garantia para um determinado negócio.

Para que possamos entender melhor, vamos pensar no seguro do carro. A seguradora emite uma apólice de seguros. Em contra partida, cobra uma taxa, denominada o prêmio. O pagamento do prêmio garante seu patrimônio durante a vigência da apólice. Se você bater com o carro ou for roubado, você receberá o dinheiro para comprar outro carro no valor equivalente ao que foi perdido.

É importante frisar que o contratante de um seguro nunca visa lucrar com isso, mas sempre a garantia do seu capital. Já a seguradora presta (vende) um serviço e pretende sempre lucrar com isso (afinal ela não é uma instituição filantrópica).

Diferente das opções, o seguro de automóvel não pode ser negociado livremente no mercado, pois ele está sempre ligado a um carro e mesmo a um motorista. Não há como você adquirir um seguro anonimamente, é preciso que o carro seja vistoriado e etc…

Existe uma história bastante curiosa sobre a utilização das opções:

Ainda que muitas pessoas associem opções apenas com especulação, o conceito de opção veio de uma necessidade de controle do risco ligado as flutuações dos preços nos mercados agrícolas. A primeira documentação de tal uso das opções ocorre na Holanda em 1634.

As tulipas eram um símbolo de status entre a aristocracia holandesa do século 17 e, neste tempo, era comum os mercadores venderem a futuro (para entregar a posteriori). Havia portanto, grande risco em aceitar vender a um preço fixo no futuro sem saber, com certeza, qual seria o preço exato no momento da venda.

Para limitar este risco e assegurar uma margem de lucro, muitos mercadores compravam opções dos plantadores. Estas opções asseguravam aos mercadores o direito, mas não a obrigação, de comprar tulipas dos plantadores a um preço pré-determinado por um período específico de tempo. Em outras palavras, o preço máximo para os mercadores era fixado até que chegasse a hora de entregar as tulipas aos aristocratas e receber o pagamento.

Se as tulipas passassem a custar mais que o preço máximo (ou pré-determinado), os mercadores que possuíam as opções, exigiriam do plantador a entrega ao preço máximo combinado, assegurando uma margem de lucro.

Se, entretanto, o preço caísse e a opção expirasse sem valor, o mercador ainda podia ter lucro comprando tulipas a um preço mais baixo e depois revendendo com lucro. Estes contratos de opções, permitiram que muitos mercadores permanecessem trabalhando durante períodos de extrema volatilidade nos preços das tulipas.

O texto acima foi retirado do site do Bastter (http://www.bastter.com) e é bastante educativo no aprendizado das opções.

Existe ainda o contrato de futuros, que nada mais é do que o seguinte: Imagine você é dono de uma confeitaria. Sua principal matéria-prima é o açúcar e que você tenha que manter o preço final do seu produto estável. O açúcar vale hoje $ 30,00 e você só pode pagar no máximo pelo açúcar $ 35,00 aconteça o que acontecer. Nesses casos, o que fazer???

Você terá que recorrer a bolsa de futuros, como a BM&F Bovespa, e comprar um contrato de futuro de açúcar. Exemplo, um contrato de compra a $ 35,00/saca em janeiro (preço totalmente inventado). Isso garantirá que você compre o açúcar ao valor de $35,00 independentemente do valor do açúcar está $ 40,00.

O contrato de futuros tem a característica de obrigar as duas partes (compradores e vendedores), ou seja, você terá que comprar o açúcar mesmo que não precise mais dele e mesmo que o açúcar esteja valendo menos que isso.

O maior interessado em vender um contrato nestes termos é o produtor do açúcar e ele quer se proteger das quedas bruscas no preço do açúcar.

Por definição, o contrato de futuro é uma obrigação bilateral. Por esse motivo mesmo que se chama contrato. As duas partes procuram se proteger contra as flutuações do mercado, embora tenham medo de coisas exatamente opostas (ou seja, o comprador teme a alta dos preços e o produtor teme a baixa).

Importante acrescentar, que assim como seguros, as opções dão direitos a seus compradores, sem criar nenhuma obrigação (diferente dos contratos de futuro que criam obrigações para compradores e vendedores).

Diferente do seguro do carro, contrato de futuro, pode ser comprado e vendido sem que as partes se conheçam. O fato de o contrato ser padronizado e a mercadoria ser sempre igual favorece a liquidez facilitando a compra e venda a qualquer momento.

Existe ainda a figura do especulador, que é bastante importante, pois lubrifica as engrenagens do mercado, garantindo a geração de muitas transações, formando o preço. Apesar da fama ruim, os especuladores são peça fundamental na liquidez do mercado.

Outro conceito importante de apresentar é que os contratos de futuros são DERIVATIVOS, ou seja, seu valor deriva de um ativo subjacente (no nosso exemplo, o ativo usado foi o Açúcar).

As opções de ações, por definição, também são derivativos, pois derivam das ações das empresas. As opções dão o direito (porém nunca o dever) de comprar ou vender uma determinada quantidade de ações a um determinado preço.

Existem dois tipos de opção:

  1. Opção de Compra (chamadas de Call): Título que dá o direito de comprar alguma coisa por um determinado preço.
  2. Opções de Venda (chamadas de put): Título que dá o direito de vender alguma coisa por um determinado preço.

Opções de Venda

Vamos falar um pouco sobre as opções de venda.

Lembre-se no nosso exemplo do seguro do automóvel. Se o seu carro estiver inteiro, você fica com ele. Se por um acaso houver perda total ou for roubado, você recebe o dinheiro. O seguro de carro é um tipo de opção de venda do carro a seguradora.

Podemos considerar no lugar do seu carro, as ações da Petrobras (PETR4). Exemplo hipotético.

Você comprou PETR4 a $105, mas tem medo que o preço caia. Você deseja uma garantia de poder vendê-la a pelo menos $ 100 no final do ano.

Assim, você adquire uma opção de venda com strike (preço garantido) de $100 e vencimento em Dezembro. Adquirir esta opção vai incorrer em um custo, que é o prêmio.

E se a Petrobras estiver valendo $ 120 no final do ano??? Não deverá ocorrer, pois você não é obrigado a exercer as opções, entretanto o dinheiro do prêmio foi embora.

Adquirir uma opção de venda dá o direito, mas nunca o dever, de vender algo a preço fixo no futuro.

O uso mais óbvio de uma opção de venda é a garantia do capital. Assim como o seguro do carro, ele protege o investimento.

Opções de Compra

Vou falar agora sobre as opções de compra, que são as mais utilizadas no mercado.

As opções de compra são semelhantes ao sinal pago quando você compra um imóvel. O uso mais claro é planejar uma compra futura, garantindo o preço de hoje.

Imagine que você queira investir em Petrobras, e acredita que ela vai subir e valorizar muito nos próximos meses, mas você só terá o dinheiro no final do ano para comprar PETR4. Então você adquire uma opção de compra que dá o direito de comprar PETR4 a $ 100 no final do ano.

Se, quando chegar o final do ano, PETR4 estiver valendo $120, bom pra você, pois poderá comprar a $ 100 algo que está valendo $120.

Ou mesmo a opção poderá ser revendida simplesmente por $20, não precisando exercer seu direito de comprar PETR4, a não ser que você realmente queira muito comprar os papeis da Petrobras.

Agora, também existe o lado ruim da história. Ou seja, se PETR4estiver valendo $ 70, a opção virou “pó”, pois não vale a pena exercê-la. É bem mais barato comprar o papel no mercado.

Existe também a forma de adquirir a opção para fins especulativos. Ao invés de planejar investimentos futuros, eu simplesmente especulo que o premio da ação vai subir. Posso ainda montar estratégias com opções, que será tema dos próximos artigos.

Por enquanto é só. Espero que tenham entendido o assunto, pois entrarei em maiores detalhes nos próximos artigos.

Bons Trades!

Márcio Pulcinelli @ OminaVincit


Nos ajude a manter o site… Clique nos anúncios, não custa nada!
 

Trava de Alta – PETROBRAS – Série F / 2009

Resumo

Operação de taxa com opções da Petrobras.

Series:
LONG – PETRF30 – 2000 (STRIKE 29,66) – Preço: R$3,59
SHORT – PETRF32 – 2000 (STRIKE 31,66) – Preço: R$2,06

Gráfico de Desempenho x Preços

Custo Bruto da Operação: R$3.060,00
Custo Líquido da Operação (Corretagens + Taxas): R$3.107,23

Retorno Máximo: R$4.000,00
Retorno Real: R$892,77
Imposto de Renda: R$133,91
Retorno Real Liquido: R$758,86
Taxa de Retorno Real: 28,73%
Taxa de Retorno Real Líquido:24,42%

Indo para o Exercício
Exerc Compra: R$59.350,82
Exerc Venda: R$63.281,85
Retorno: R$3.931,03
Ret. Liq R$823,80
IR – 15% R$123,57
Líquido R$700,23
% Liq. R$22,54%

Planilha de Simulação de Trava de Alta

Potencial Máximo de Lucro:
Preço: R$31,66
Mudança no preço: -3,65%
Probabilidade: 35,87%

Risco de Perda Máximo:
Preço: R$29,66
Mudança no preço: -9,74%
Probabilidade: 15,94%

Operação aguenta até:
Preço: R$31,19
Mudança no preço: -5,08%
Probabilidade: 30,59%

Resistencia do papel próximo de R$34,00.

Bons Negócios!
Márcio Pulcinelli @ Omina Vincit


Aprendizado – Opções

O que é mercado de Opções?
É um mercado em que são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com preços e prazos de exercício pré-determinados. O investidor pode ou não exercer o direito da opção, dependendo de como for a evolução do preço do ativo.

Por esses direitos, o titular de uma opção paga um prêmio, podendo exercê-los até a data de vencimento (no caso de opção no estilo americano) ou na data de vencimento (no caso de opção no estilo europeu), ou ainda revendê-los no mercado.

Esse mercado foi criado com o objetivo básico de oferecer um mecanismo de proteção ao mercado de ações contra possíveis perdas. Os participantes do mercado que usam opções para limitar os riscos são conhecidos como “hedgers”. Entretanto, o mercado também precisa de participantes que estejam dispostos a assumir o risco: estes são chamados “especuladores”.

Quais as características?

Volatilidade: A oscilação de preço é uma das principais características das opções. Os papéis chegam a variar mais de 50% em apenas um dia devido ao baixo valor.

Liquidez: O mercado de opções é sempre constituído por opções de ações de alta liquidez no mercado, no entanto, nem todas as opções da mesma série ou papel têm uma alta liquidez.

Qual o dia de exercício?
Exite um dia específico para o os titulares exercerem seu direito de compra ou de venda. Este dia ocorre nas terceiras segundas-feiras dos meses pares. Os titulares podem exercer seus direitos neste ou até esse dia. Isso depende do tipo de exercício.

Quais os tipos de exercícios?

Estilo americano de exercício: As opções têm validade até uma data predeterminada, e podem ser exercidas no período compreendido entre seu lançamento e seu vencimento.

Estilo europeu de exercício: O titular só pode exercer o direito na data de vencimento.

Obs.: A BOVESPA trabalha com os dois tipos de exercício. Ao comprar opções este quesito deve ser verificado.

Quais são as partes desse negócio?

Lançador: É o investidor que vende a opção e assume os compromissos de comprar ou vender determinada quantidade da ação a um preço fixado ou até o vencimento da opção ou em data determinada, mediante o recebimento de um prêmio. O lançador de venda assume a obrigação de vender as ações-objeto a que se refere a opção, após o recebimento de uma notificação de que a posição foi exercida. O titular pode, a qualquer tempo, negociar seu direito de venda em mercado, por meio de uma operação de natureza oposta.

Titular: É o investidor que compra a opção e adquire os direitos tanto de comprar como de vender ações referentes a esta opção. O titular pode, a qualquer tempo, negociar seu direito de compra em mercado, por meio de uma operação de natureza oposta.

O que é o prêmio?

O lançador de uma opção recebe um prêmio para assumir a obrigação de vender (opção de compra) ou comprar (opção de venda) se exercido pelo titular. Como qualquer compromisso financeiro, ele deve honrar essa obrigação se designado para tal. O prêmio é o preço da opção, é negociado entre o comprador e o vendedor no momento da operação em mercado e pago no momento da aquisição da opção.

Quais os riscos?

Aplicar em opções é muito arriscado. O investidor pode perder todo capital aplicado e deve estar ciente disso. Se as condições de mercado não forem favoráveis à estratégia do investidos, este corre o risco de perder todo o investimento em um período de tempo relativamente curto. A opção é ativo esgotável que perde o valor no vencimento. Isto significa que o comprador de uma opção que não a venda no mercado secundário nem a exerça antes do vencimento perderá todo o investimento.

Márcio Pulcinelli @ Omnia Vincit